Nossa História

Nossa História


Conheça a história da Agência Missionária e Assistência Social, desde a semente do Projeto com a primeira viagem de Ezequias Samuel da Rosa à África até os dias atuais, sob a direção do casal Felipe Samuel e sua esposa Cassiane Rosa trabalhando nas Aldeias em Moçambique e Malawi, levando o Evangelho de Cristo e capacitando os irmãos na Palavra!

Início de tudo


Nascido em 1 de julho de 1966, no interior da cidade de Alegre, no Estado do Espirito Santo, Ezequias Samuel da Rosa é filho mais velho de Sebastião Samuel e Isabel Xavier, na época membros da Casa de Oração do município. Por ocasião do nascimento de Ezequias, Sebastião tinha o desejo em seu coração de que seu primogênito fosse um missionário.

Depois de se mudar para o estado do Rio de Janeiro, Ezequias morou na capital fluminense com seus pais e depois foi para a cidade de Angra dos Reis, onde, em 20 de setembro de 1986, casou-se com Celi Simão, filha de Antônio Simão, presbítero na Casa de Oração em Nova Angra. Foi ali que Deus deu seus três filhos: Felipe, Ester e Stella.

Logo após, Ezequias e sua família se mudaram para Campos dos Goytacazes, onde estava sendo iniciado um trabalho evangelístico. Foi ali que nosso irmão recebeu a confirmação do Senhor para trabalhar na área de missões. Em seguida, foram para o Espírito Santo, morar na cidade de Ibatiba, retornando para Campos cinco anos mais tarde.

O sustento vinha do aluguel da casa da família em Angra dos Reis e do trabalho secular na área da construção, e as vezes da colheita de café, além da ajuda de algumas igrejas com convites para ministrar a Palavra do Senhor. Em 2006, Deus abençoou e Ezequias trabalhou como encarregado na construção civil por nove meses, prorrogando esse prazo por mais nove meses.

Logo após esse tempo, Ezequias foi convidado pelo seu tio, José Samuel, para trabalhar em um dos galpões da Usina Nuclear de Angra. Foi quando sua família retornou para a Angra dos Reis por quatro meses. Faltando um mês para a conclusão, seu chefe foi chamado para uma obra em Moçambique, na África. Trinta dias após, chegou o convite para Ezequias e seu tio também irem ao país africano.

Com a confirmação de Deus, enquanto terminavam a obra, Ezequias e seu tio acertavam os documentos necessários para a viagem em outubro de 2008 embarcavam para um novo e grande desafio, com o apoio da igreja e da família no Brasil que estavam em oração, para uma missão que impactaria a vida de milhares de pessoas.

O começo em Moçambique


Ao chegar no país, toda a equipe se deparou com um calor que chega até 50º C. A obra ainda estava no início. Alguns falavam inglês, outros português, mas a maioria dialetos locais. Eram pessoas simples sem conhecimento da área da construção civil. Assim, ao mesmo tempo que faziam a obra, formavam profissionais nas diversas atividades da área.

E assim foi construída a amizade e a confiança entre as equipes. A partir daí, foi possível testemunhar de Jesus Cristo como salvador. O Senhor nos deu a graça de reunirmos numa escola, onde também orávamos, líamos a Bíblia e adorávamos a Jesus. Com o passar do tempo, Deus então colocou em nosso coração o desejo de adquirir um terreno para início de uma Casa de Oração.

O grupo que somava 60 pessoas foi crescendo com os irmãos que se convertiam a cada dia. E depois de um tempo na escola, conseguimos comprar um local para a reunião dos irmãos. A obra também demando mais pessoas como encarregados. Foi então que os irmãos de Ezequias (Enoc, Elizeu, Josias, e seu primo José Braz) também se mudaram para Moçambique, diminuindo a saudade da família e ajudando na obra.


Crescimento da Obra


O número de irmãos crescia, assim como a obra que chegou a ter mais de dez mil funcionários, incluindo muitos brasileiros e alguns servos do Senhor que nos auxiliaram na obra, e alguns de fora como o irmão Roger e a irmã Adriana Brito de Miami e esposa do diretor da empresa Paulo Brito. E conforme o Evangelho ia sendo propagada, parentes dos irmãos que viviam nas aldeias afastadas começaram a ver Deus operando em suas vidas.

Então, esses irmãos trouxeram um abaixo assinado com mais duas mil assinaturas pedindo que levássemos o evangelho as suas aldeias aos seus parentes e estabelecesse trabalhos do Senhor entre eles. Continuávamos orando e evangelizando cada dia mais, motivados por essa grande porta aberta por Deus. De segunda a sexta trabalhávamos na obra, sábado, domingo e feriado fazíamos evangelismo e inciávamos os trabalhos em algumas congregações.

Quanto mais Aldeias nós alcançávamos, outros vinham aos nosso encontro em busca do alimento espiritual e da Palavra de Deus. Desde o início, além dos estudos, distribuímos algumas Bíblias, em inglês e português, e em dois diatelos locais (chewa e sena). O Senhor também nos abençoou com um jovem enfermeiro da obra chamado Gonçalo, nascido em Moçambique e um dos líderes locais hoje, junto com o irmão Moses e a irmã Rosalina, que nos acompanham nas viagens como intérpretes e cozinheiros.


Abraçando o Malawi


Aos finais de semana alugávamos uma van e íamos as aldeias buscando evangelizar mais pessoas. O trabalho avançando e com isso realizamos em 2012, com alguns irmãos do Brasil (Felipe, Paulo Miguel, Ezequiel), a primeira viagem Missionária a Moçambique, atravessando a fronteira e chegando a Aldeia de Gola, no Malawi.

Havia uma grande multidão nos aguardando ao chegarmos na trilha do mato. Levaram-nos as autoridades locais e ao líder da tribo. Foi quando começamos os momentos de estudos da palavra três vezes ao dia, Em uma ocasião, começaram o culto ao Senhor às 22h com cerca de 200 pessoas sentadas no chão para ouvir o Evangelho de Cristo.

A necessidade era tanta que falávamos da Palavra do Senhor até nove vezes por dia, com decisões que chegavam a 100 pessoas,e batismo de cerca de 500 pessoas em um mês. Felipe Samuel e Ezequiel Freitas (Assembleia de Deus Ministério Ágape) foram por 21 dias visitando diversas aldeias, ministrando dia e noite aos nativos e testemunhando do Evangelho de Cristo.


Dificuldades na Caminhada


Mesmo depois do final da obra, mantivemos o trabalho na África e embarcamos em um trem cerca de 400 km, para o interior, nas regiões dos crocodilos, elefantes, hipopótamos cobras e doenças incontáveis, além da alimentação precária, baseada em uma comida feita de milho branco moído (chima), com casas de capim, pau-a-pique e barro e sem luz elétrica.

Saindo às 5h da manhã, chegamos apenas as 19h depois de muita dificuldade pelas ruas aberta no meio da mata. Entretanto, o mais difícil era alimentação, pois eram muitas pessoas não tínhamos recursos suficiente para comprar para todos. Fomos a vila mais próxima para comprar os alimentos para três dias de reunião naquela localidade.

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A água também era escassa, tanto para beber como para tomar banho, em banheiros com paredes que iam até a comprimento do nosso peito e sem telhados. Mas continuamos pregando o Evangelho, e dali seguimos adiante para outras Aldeias, em ruas esburacadas, com muita poeira, muito sol, com o transporte superlotado, cheias de pessoas que desejosas por ouvir a Palavra de Deus e outros utensílios e animais.

Chegamos em Doa onde várias aldeias aguardavam ansiosamente para ouvir a Palavra de Deus. Tivemos permissões das autoridades locais para fazer a obra de Deus livremente. Dali fomos em várias aldeias da região, com crianças, jovens, adultos mães com crianças amarradas nas costas correndo atrás do carro sorrindo e cantando.


Até os confins da Terra


Onde chegávamos o Senhor confirmava a sua vontade, e o povo dava grande valor a mensagem da Palavra de Deus. Continuávamos a obra nos dois países, passando pelo meio da mata e pelos rios com hipopótamos e crocodilos que chegavam a ter 5 metros de altura, indo de carro ou de canoa, para alcançar as Aldeias mais distantes. Mesmo com condições muito precárias, víamos pessoas que caminhavam a pé o dia todo para ouvir a Palavra do Senhor.


Em alguns casos, as reuniões chegavam até as 2h da madrugada. Em uma delas, tivemos uma situação curiosa. Durante um descanso do culto da madrugada, um jovem cristão e intérprete chamado João, que trabalhava na empresa de construção, foi parado por um grupo de jovens que em seu dialeto perguntaram se o missionário, pela sua cor, "era nascido ou fabricado". Até aquele dia, ninguém de fora havia chegado aquela ilha e aquela aldeia!

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Retornando ao estudo da palavra novamente veio entre eles uma senhora que fazia trabalhos de feitiçaria e curanderismo e ouvindo o Evangelho, rendeu-se a Cristo. Logo após, essa irmã trouxe-nos os utensílios usados em suas mágicas e destruímos em uma fogueira para grande alegria do povo que agora conhecia a Palavra de Deus.

Suporte do Brasil


Depois, chegando ao Brasil, Deus nos abençoou com o apoio de várias igrejas locais que nos recebiam para saber o que o Espírito Santo vinha fazendo no continente africano por meio de seus servos. Foi então que para a Glória de Deus, registramos o Projeto AMAS (Agência Missionária e Assistência Social), com Felipe Samuel como o presidente no Brasil e Jhonatan Santos.

De volta para a África, fizemos uma viagem de 30 dias pelas aldeias para o estudo da palavra, com Evangelismo e preparação de líderes para ajudarem as congregações locais, além de expandir a pregação para outras regiões, tanto no Malawi, como em Moçambique, sendo sempre muito bem recebidos pelos moradores locais. Começamos também o trabalho específico com as crianças, que são a maioria nas aldeias por onde passamos

Com várias aldeias alcançadas pela Palavra, buscamos construir um local onde teríamos reuniões de ensino da palavra, sendo a base do Projeto na África, E conseguimos um terreno na cidade de Tete, em Moçambique, a 10km do aeroporto, no bairro 25 de setembro. Ali foi construída nossa igreja local, com seminários de estudo da Palavra para os líderes das congregações nas aldeias.


Construção dos Templos de Alvenaria


Um dos grandes desafios é o transporte e alimentação, que é por nossa conta, já que nas aldeias não há movimentação de dinheiro. Limitamos dois casais por aldeia, com o total de 350 pessoas que chegavam ao local pela linha de trem (comboio), principal meio de locomoção da região. Foi uma verdadeira benção, ensinávamos a Palavra do Senhor a eles das 6h às 21h, durante quatro dias. Mesmo com os diferentes dialetos (em algumas ocasiões usávamos três intérpretes) o entendimento chegava a todos os corações.

Na chegada ao Brasil, começamos o projeto de doações de Bíblias, tanto para Moçambique, como Malawi, no dialeto chewa, amplamente entendido nos dois países. E graças ao apoio de várias igrejas no Brasil ao Projeto Amas, conseguimos comprar e transportar até as aldeias cerca de dez mil Bíblias, além disso, compramos bicicletas e motos simples para alguns irmãos que andavam até 30km para poder ouvir mais da Palavra de Deus.

As despesas de manutenção do carro, combustível, alimentação, documentação era sempre por nossa conta. Algumas aldeias ainda se reuniam debaixo de árvores, ou no chão em cabanas feitas de madeira e de capim. Foi quando começamos a preparar a construção de templos de alvenaria. Cada grupo fazia seus próprios tijolos enquanto o Projeto comprava telhas de zinco, sacos de cimento e madeiras cerradas. Então foram construídos os primeiros templos de alvenaria para cultuar e estudar a Palavra do Senhor.

Assim o Projeto AMAS caminha. Expandindo para novas fronteiras, levando o Evangelho de Cristo para aqueles que tem sede da Palavra do Senhor. Buscamos assistir também as comunidades mais carentes, tudo isso com a graça de Deus e o apoio dos irmãos que fazem parte dessa obra missionária!

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