• Aldeões de Moçambique 'massacrados' por islamitas



    Militantes islâmicos mataram cerca de 52 pessoas no norte de Moçambique, segundo a polícia. A polícia diz que os moradores da província de Cabo Delgado foram "massacrados", com alguns decapitados, depois que algumas pessoas se recusaram a ser recrutadas para o grupo militante.

    Centenas de pessoas foram mortas e milhares foram deslocadas durante os três anos de insurgência em Cabo Delgado. Nenhum grupo disse que estava por trás do ataque. Um grupo militante que se autodenomina al-Shabab opera na área e no mês passado assumiu brevemente o controle da cidade de Mocimboa de Praia.

    Não está claro se ele está vinculado ao movimento somaliano significativamente maior com o mesmo nome. A Província da África Central do Estado Islâmico (Iscap), afiliada ao grupo Estado Islâmico, disse estar por trás de alguns ataques anteriores em Moçambique.

    O ataque ocorreu na vila de Xitaxi, no distrito de Muidumbe, em 7 de abril, mas só veio à luz na terça-feira. "Recentemente, os criminosos tentaram recrutar jovens para se juntar a eles, mas houve resistência por parte dos jovens. Isso provocou a raiva dos criminosos, que mataram indiscriminadamente - cruel e diabolicamente - 52 jovens", disse o porta-voz da polícia Orlando. Mudumane disse à mídia estatal.

    Cabo Delgado é uma das regiões mais pobres de Moçambique, mas é rica em recursos minerais inexplorados. Em 2010, Moçambique descobriu enormes reservas de gás na Bacia do Rovuma, na costa do Oceano Índico em Cabo Delgado.

    Na quarta-feira passada, o comandante da polícia nacional Bernardino Rafael negou que qualquer parte da província estivesse sob o controle de insurgentes, informou a agência de notícias Reuters.

    Há informações conflitantes sobre o número de pessoas mortas neste incidente, o que aconteceu há duas semanas. Há relatos de que 14 pessoas locais foram massacradas. O governo de Moçambique - que raramente oferece informações sobre esse tipo de ataque - anunciou agora uma cifra muito maior.

    O momento e o contexto da declaração policial podem ser significativos. O chamado grupo Estado Islâmico - que procurou levar crédito por recentes ataques insurgentes no norte de Moçambique - acaba de publicar um vídeo reivindicando a responsabilidade pela derrubada de um helicóptero militar na região.

    É relatado que o helicóptero pertence a uma das várias empresas estrangeiras de segurança supostamente contratadas pelo governo de Moçambique para apoiar suas operações de contra-insurgência na província de Cabo Delgado.

    Há especulações de que as autoridades de Moçambique agora estão destacando o incidente de 7 de abril, a fim de desviar a atenção do que é amplamente considerado um golpe de propaganda para o EI, que está buscando ativamente construir operações de "franquia" em zonas de conflito na África.

    Outros vídeos recentes tendem a fortalecer a teoria de que a insurgência em Cabo Delgado é uma rebelião islâmica caseira, alimentada em grande parte por queixas locais.

    Fonte: BBC
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